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APRENDIZAGEM 5 MIN DE LEITURA RASCUNHO — JULHO 2027

O condicionamento que molda o comportamento depois de este acontecer, não antes

O condicionamento operante molda o comportamento voluntário através do que acontece depois dele, recompensando ou punindo uma ação para a tornar mais ou menos provável na próxima vez.

O condicionamento clássico, tornado famoso pelos cães de Pavlov, liga um novo estímulo a um reflexo involuntário já existente — o estímulo surge antes do reflexo, e a aprendizagem consiste em saber que estímulo passa agora a desencadear essa resposta automática. O condicionamento operante, desenvolvido e batizado sobretudo através do trabalho de B.F. Skinner, descreve um processo de aprendizagem genuinamente diferente: molda o comportamento voluntário, não os reflexos involuntários, e funciona através de consequências que se seguem a um comportamento, não de um estímulo que o precede — um organismo torna-se mais ou menos propenso a repetir uma determinada ação voluntária consoante, especificamente, o que aconteceu imediatamente depois de essa ação ocorrer.

São as consequências, não os estímulos que a precedem, que moldam o comportamento

No condicionamento operante, um comportamento seguido de uma consequência recompensadora — formalmente descrita como reforço — torna-se mais provável de se repetir no futuro; um comportamento seguido de uma consequência desagradável ou punitiva torna-se menos provável de se repetir. Skinner demonstrou isto de forma sistemática usando um aparelho, hoje geralmente chamado caixa de Skinner, no qual a ação voluntária de um animal, como premir uma alavanca, podia ser reforçada de forma fiável com uma recompensa, como comida, aumentando de forma consistente a frequência com que o animal passava a realizar essa ação. Crucialmente, premir a alavanca é, em si, um comportamento voluntário que o animal escolhe realizar, e não um reflexo automático desencadeado involuntariamente por algum estímulo precedente, como acontece nas respostas do condicionamento clássico — no condicionamento operante, a aprendizagem consiste inteiramente em como as consequências que se seguem a uma ação voluntária remodelam a probabilidade de essa ação voltar a acontecer.

O reforço e a punição podem, cada um, funcionar de duas formas diferentes

O condicionamento operante distingue o reforço, que aumenta a probabilidade futura de um comportamento, da punição, que a diminui, e distingue ainda formas positivas (acrescentar algo à situação) de formas negativas (remover algo dela) — o reforço positivo acrescenta uma recompensa depois de um comportamento, o reforço negativo remove algo desagradável depois de um comportamento, a punição positiva acrescenta algo desagradável depois de um comportamento, e a punição negativa remove algo desejável depois de um comportamento. As quatro combinações moldam de forma fiável a probabilidade de um determinado comportamento voluntário se repetir, mas funcionam através de mecanismos genuinamente diferentes e produzem frequentemente efeitos secundários significativamente diferentes no estado emocional e no comportamento mais amplo de um organismo, o que explica, em parte, por que razão a teoria do condicionamento operante trata estas quatro categorias como ferramentas distintas e importantes, e não como variações intercambiáveis de uma única ideia subjacente.

O condicionamento clássico liga um reflexo involuntário a um novo estímulo. O condicionamento operante funciona ao contrário, moldando o comportamento voluntário através do que acontece depois dele, recompensando ou punindo uma ação para a tornar mais ou menos provável na próxima vez.

Do que ainda não temos a certeza

Os mecanismos básicos do condicionamento operante, e a distinção entre reforço e punição e as suas formas positivas e negativas, são conclusões extremamente bem estabelecidas e amplamente replicadas em psicologia comportamental, formando uma parte fundamental do campo. O que continua a ser genuinamente debatido, sobretudo em contextos aplicados como a educação e a parentalidade, é saber exatamente que combinação específica de reforço e punição produz os melhores resultados para um dado objetivo e um dado indivíduo a longo prazo, já que a própria investigação do campo mostra que as abordagens baseadas na punição, embora produzam muitas vezes uma redução mais rápida a curto prazo de um comportamento indesejado, podem acarretar efeitos secundários a longo prazo significativamente diferentes dos das abordagens baseadas no reforço — uma questão genuinamente prática, ainda ativamente estudada, que a teoria básica do condicionamento operante, por si só, não resolve.

Isto insere-se em Operant Conditioning (Skinner), um dos sete tópicos em Behavioral Psychology, um dos quatro domínios em Psychology, uma das dezassete disciplinas sobre as quais a app te pode testar.

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