A maioria das más perguntas de quiz não está errada. É injusta — redigida de forma a que alguém que realmente conhece a matéria continue a errar, porque a pergunta estava a testar a leitura atenta em vez do tema. Esse modo de falha é pior numa portagem do que num jogo, porque perder um ponto num jogo é um encolher de ombros, e perder um ponto numa portagem por uma questão técnica é motivo para desativar o bloqueador. Escrevemos regras para evitar que isso aconteça.
Um facto, uma competência
Cada pergunta ganha o seu lugar testando exatamente uma coisa. Não é "indica o ano, o general e o desfecho" empilhados numa única pergunta com várias partes que na verdade são três perguntas disfarçadas de uma só — é um facto limpo ou uma competência limpa, para que uma resposta errada te diga algo específico em vez de "algures naquele monte de coisas, tropeçaste". Uma pergunta em que falhas significa que sabes precisamente o que rever a seguir. Uma pergunta que testa quatro coisas de uma vez só te faz sentir mal quanto a algo indefinido.
Sem armadilhas na redação
Duplas negativas, um "qual das seguintes NÃO é" enterrado numa parede de opções parecidas entre si, respostas que dependem de uma vírgula — nada disso. Uma pergunta escrita para ser mal interpretada não é mais difícil, é apenas mais cruel, e a crueldade não ensina nada de volta. Se acertar numa pergunta exige ler a frase duas vezes, é a frase que precisa de ser reescrita, não o leitor.
Sem trivialidades pela trivialidade
Há um tipo específico de pergunta que só existe para ser obscura — uma data de rodapé, um nome de que nunca mais vais precisar, correto mas inútil. É fácil de escrever, porque "difícil de saber" e "vale a pena saber" confundem-se constantemente, e só um deles pertence a um banco que devia deixar-te com alguma coisa. Preferimos perguntar algo que vais realmente voltar a usar do que algo que só prova que uma vez leste um parágrafo muito específico.
Do que ainda não temos a certeza
Dez perguntas por tema não é muito espaço para testar um facto, uma competência, de forma limpa, sem repetir a mesma estrutura de pergunta com os números trocados. Alguns temas lidam bem com isso. Outros começam a parecer escassos já na pergunta oito, e não achamos que preenchê-los com uma pergunta-armadilha só para chegar a um número redondo seja a troca certa — um tema com nove perguntas honestas vale mais do que um com dez em que a décima é uma cilada. Ainda estamos a perceber exatamente onde fica essa linha.